*A Liga de Pneumologia e Alergia é formada por alunos do curso de Medicina da UNIFENAS, câmpus de Alfenas
O dia 7 de maio é considerado pela ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia) como o “Dia Nacional de Combate às Doenças Alérgicas”. Esse grupo é formado por uma grande quantidade de patologias, algumas delas mais conhecidas, outras menos.
Uma dessas patologias é a alergia alimentar. Muitas vezes as pessoas têm conhecimento de que elas podem ocorrer, porém não sabem quais alimentos podem causá-las, ou, então, quais são os seus sintomas.
A alergia alimentar é uma reação de saúde adversa que ocorre quando o sistema imunológico reconhece erradamente um alimento como uma entidade agressora ao organismo. As manifestações clínicas da reação alérgica podem variar de moderadas a graves, podendo mesmo, em alguns casos, ser fatais. Os sintomas surgem rapidamente, entre alguns minutos, até duas horas após a ingestão do alergéno, e podem incluir manifestações cutâneas (pele e mucosas), respiratórias, gastrointestinais e cardiovasculares, de forma isolada ou combinada. Por vezes confundem-se com manifestações clínicas decorrentes de intolerância, como por exemplo, intolerância à lactose.
Diversos alimentos podem ser responsáveis pela manifestação desses sintomas, os mais comuns são: leite de vaca, ovo, amendoim e frutos de casca rija, como as nozes (conhecidos por “frutos secos”), peixe, marisco, trigo e soja, sendo estes alimentos responsáveis por 90% das reações. Embora com menos frequência, alguns indivíduos são alérgicos a mais do que um alimento, sofrendo, portanto, de alergia alimentar múltipla.
A prevenção da alergia alimentar em pacientes com alto risco de desenvolvê-la é uma das principais armas disponíveis. Vários estudos têm ressaltado o efeito protetor do aleitamento materno no desenvolvimento de alergia.
É com esse enfoque que a Liga de Pneumologia e Alergia de Alfenas trabalha em cima de um projeto com a população, informando e conscientizando quanto aos sintomas e procedimento na presença deles. Informa por meio de campanhas e palestras, as principais medidas preventivas e de combate aos fatores que favorecem a exacerbação da crise alérgica alimentar, sempre buscando a melhora na qualidade de vida da população.