Notícias UNIFENAS

Notícias

14 de junho de 2013

UNIFENAS celebra Semana do Meio Ambiente

Doação de mudas e simpósio marcaram a data


Rosângela Fressato
Ampliar foto
Membros da ONG Rizoma recebem as mudas na UNIFENAS para doar em Campos Gerais

Durante a Semana Nacional do Meio Ambiente, a UNIFENAS, sempre consciente da importância de debater assuntos relacionados com o tema, promoveu algumas atividades para celebrar a data.

A Universidade fez uma doação de 500 mudas de 20 espécies de plantas nativas para o reflorestamento do ribeirão da Pedra Branca, que começa no bairro Jardim Aeroporto e vai até o bairro de Gaspar Lopes, em Alfenas. Doou mais 500 mudas para a ONG Rizoma, que as distribuiu para a população de Campos Gerais.

O presidente da ONG, Cristian Moreno Maia (egresso do curso de Agricultura da UNIFENAS), conta que o Rizoma tem por finalidade trabalhar na conservação de nascentes e reflorestamento de áreas degradadas de pequenas propriedades rurais em Alfenas e região.

O egresso conta que consegue as mudas por meio de parcerias com as universidades e produtores. “Com esta doação, percebemos que a UNIFENAS realmente se preocupa com o meio ambiente. É uma parceria muito importante para nós”.

Ainda como programação das comemorações na Instituição, a Universidade, em seu câmpus de Campo Belo, realizou o Simpósio de Direito Ambiental, em parceria com a Escola Superior de Advocacia da OAB/MG.

O advogado Francesco Reale Serra, especialista em Direito Ambiental, abordou o tema “O carvão vegetal e a legislação ambiental”. Em sua opinião, o desenvolvimento sustentável se faz não com medidas extremas e superproteção de impedimento de desenvolvimento de atividades econômicas, mas sim com equilíbrio. “A constituição é muito clara neste ponto; o artigo 225, especificamente, destaca que o consumo dos recursos naturais renováveis e não renováveis devem ser equilibrados; nós devemos só pesar com necessidade e com a possibilidade, e com isso, desenvolver nossa sociedade”.

O palestrante destaca que a iniciativa da UNIFENAS em promover este Simpósio é muito significativa. “Eventos que debatam não só o Direito Ambiental, mas toda forma de convivência, certamente são sementes plantadas na cabeça dos jovens, que são a nossa nova economia, nosso novo meio de viver”.

“Mineração e Meio Ambiente” foi o tema da palestra proferida por Bruno Feigelson, advogado e autor de livros jurídicos, no primeiro dia do Simpósio. Segundo ele, a atividade minerária é uma das mais relevantes para a economia mineira hoje, e o meio ambiente é essencial para a vida humana. Porém, observa, infelizmente, nas faculdades não há um aprofundamento sobre o Direito Minerário, embora a atividade tenha uma relevância econômica e as pessoas ainda não a estudam da forma que deveriam. “A UNIFENAS está sendo realmente um diferencial neste sentido, ao trazer o Simpósio e permitindo que profissionais se formem e possam atuar nesta indústria, que é tão rentável”.

Professora Rosyanne Silveira da Mata Furtado, coordenadora do curso de Direito, comenta que a grande finalidade do Simpósio foi trazer temas atuais e comemorar a Semana do Meio Ambiente.

Para o aluno Mário Diamente Júnior, presidente do Diretório Acadêmico de Direito, o Simpósio é uma fonte de estudo e abre o leque sobre o tema em questão.

Os demais temas apresentados no encontro foram: “Licenciamento ambiental”; “A (in) segurança jurídica no Direito Ambiental”; e “Responsabilidade dos gestores de resíduos sólidos”.



Descarte de óleo usado



Também, dentro das celebrações, o câmpus de Varginha promoveu uma atividade de conscientização: na semana de 3 a 7 de junho, foram montados painéis interativos contendo os dizeres: “O que você tem feito a favor do meio ambiente?”. Alunos, professores, funcionários e visitantes registraram suas respostas e as afixaram no painel.

Sempre comprometido com o desenvolvimento sustentável, o câmpus mantém um projeto de educação ambiental desde 2010, denominado “Descarte ambientalmente correto do óleo de cozinha usado”,

que consiste na instalação e implementação de pontos nas unidades Imaculada e Santa Luzia.

Estes pontos são locais onde a população pode depositar o óleo de cozinha usado, que, quando descartado indevidamente, polui o meio ambiente, causa danos nas tubulações das residências e encarece a conta de água e esgoto.

De acordo com a professora Lydia Braga Foresti, coordenadora de extensão, o óleo, acondicionado em recipientes tipo pets recebido nos pontos, foi repassado para a Rede Varginha, que o comercializou com indústrias de produção de tintas e vernizes. “Os valores obtidos foram aplicados em projetos ambientais. Em 2012/1, o projeto investiu na sensibilização regional por meio do trabalho de acadêmicos que utilizaram um questionário/entrevista aplicado em domicílios, bares, lanchonetes e restaurantes de diversos municípios. As questões propostas tiveram o objetivo de despertar o público-alvo para uma cidadania mais efetiva e mudança gradativa dos hábitos insustentáveis”.