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28 de agosto de 2013

Acadêmicos relatam experiência no Projeto Rondon

Grupo de alunos foi para o Pará


Samira Reis
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Saulo trabalhou no barco da Marinha

O trabalho realizado no Projeto Rondon por estudantes da UNIFENAS, câmpus de Belo Horizonte, já terminou. Mas a vivência na cidade de Augusto Corrêa, no Pará, não será esquecida tão cedo. O grupo, acompanhado pelo docente de Medicina Fabiano Guimarães, e pela coordenadora de extensão universitária em Belo Horizonte Sybele Starling prestou atendimento à população, além de capacitar multiplicadores, objetivo do Rondon.

A acadêmica Neoma Mendes, do 9° período de Medicina, relata que as atividades começavam bem cedo, por volta das 6h da manhã. Oficinas sobre saúde da mulher, saúde da criança, aferição de pressão arterial, realização de exames de glicemia e tipagem sanguínea atenderam à população local. Ao relembrar o que passou junto com os colegas, Neoma afirma que ser rondonista deu a ela mais certeza da profissão. “Sou uma pessoa diferente depois do Rondon, mudei muito e passei a me conhecer melhor após essa experiência”, diz. A acadêmica pretende voltar quando formada.

Saulo Morais, do 8° período de Medicina, também pretende passar uma temporada no norte do país. Ele foi o único homem do grupo, sendo então destinado ao barco da Marinha. “Atender e ajudar qualquer pessoa se torna muito gratificante, mas ajudar quem mais necessita é realmente um prazer e uma alegria imensa. Pude ver que fiz a escolha certa ao optar pelo curso de Medicina e volto pra cá com um ganho muito grande no lado humano e também profissional”, afirma.

Para Margarete Lima de Jesus Silva, 6° período de Enfermagem, uma das conquistas da qual se orgulha foi ter ingressado na Universidade, um sonho adiado por anos. Participar do Rondon era outra meta a ser alcançada, e que se tornou possível quando soube do processo de seleção. “Já conhecia o projeto e tinha muita vontade de participar. Fiquei muito feliz, não há como descrever a emoção de estar lá, aprender com as pessoas”, diz. Durante o projeto, Margarete recebeu dois convites para trabalhar em Augusto Corrêa.

Quem também se encantou com essa experiência foi Simone Aparecida Evangelista Santos, estudante de Enfermagem. A vivência no Pará incentivou ainda mais o interesse pela área social. “Aprendemos muito com ele. Ali, descobrimos que podemos ser úteis não só em um atendimento devido a uma doença. Dar atenção, escutar o outro fez toda a diferença”, conta.