Professor Márcio Swerts junto aos debatedores da mesa-redonda
O curso de Psicologia da UNIFENAS promoveu seu 12º Congresso, cujo tema foi “Processos psicológicos na contemporaneidade”. O evento ocorreu nos dias 4, 5 e 6 de setembro, no Salão Azul, do câmpus de Alfenas.
Na abertura oficial do encontro, o coordenador do curso, professor Márcio Moterani Swerts, leu uma das crônicas do livro “Sombras na Vila Formosa”, onde o fundador da UNIFENAS, professor Edson Antônio Velano, relata os caminhos percorridos e obstáculos enfrentados para conseguir a autorização do curso de Psicologia no câmpus da UNIFENAS.
Em relação ao tema, Márcio explica que a finalidade foi trazer os novos aspectos científicos que a universidade ou o que a ciência psicológica tem se remetido a trabalhar neste momento. Esta é a proposta, porque na verdade, a universidade necessita fazer pesquisas para retroalimentar a sua própria produção no campo do saber e da sala de aula. “Assim, trouxemos pessoas que trabalham com pesquisa na atualidade para que tivéssemos uma visão um pouco mais ampliada do que se está pensando e trabalhando na psicologia nesse momento em outros locais que não a nossa casa, que não a UNIFENAS”.
Dentro da programação, houve mesa-redonda com o assunto “O que cada abordagem considera com fim de tratamento”. O coordenador relata que é muito importante que o aluno saiba o que fazer em cada uma das abordagens, para depois se apaixonar por uma delas. “Com este debate, nossos alunos têm uma amplitude de conhecimento e uma posição correta acerca daquilo que vão escolher pra si”.
O psicanalista e egresso da UNIFENAS, Matheus Dias Pereira, participou da mesa-redonda. Hoje ele trabalha na Secretaria Municipal do Rio de Janeiro e também dá supervisão em CAPs (Centro de Atenção Psicossocial) de alguns municípios do interior do Rio. “É muito bom voltar a casa e poder devolver o que eu pude ter aqui. É gratificante passar aos colegas o que eu pude colher na Universidade”.
Atuação do psicólogo no SUAS
O professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Dr. Tommy Akira Goto, falou sobre a atuação do psicólogo no SUAS (Serviço Único de Assistência Social) que, segundo ele, é um tema contemporâneo. Nesta nova área, de aproximadamente 10 anos, o psicólogo atua junto com o assistente social e outros profissionais. “O trabalho do SUAS atende tanto a famílias e pessoas que sofrem vulnerabilidade social e famílias e quanto aquelas que foram violadas em seus direitos. É um trabalho de restituição social”.