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22 de outubro de 2013

Acadêmicos produzem materiais adaptados para alunos especiais

Os trabalhos fazem parte da disciplina Educação Inclusiva, do curso de Pedagogia


Rosângela Fressato
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Professoras e os alunos do 4º período com as peças que são expostas em eventos pedagógicos

Com a intenção favorecer a inclusão social de alunos com necessidades especiais em sala de aula e tornar a comunicação com os professores mais eficaz, acadêmicos do 4º período do curso de Pedagogia da UNIFENAS confeccionaram alguns materiais e jogos adaptados.

A professora Maria Cristina Silva explica que o curso oferece a disciplina de

Educação Inclusiva, cujo objetivo é proporcionar aos acadêmicos os conhecimentos sobre as diferenças presentes em sala de aula. Segundo ela, dentro da perspectiva de inclusão social, a escola tem exercido seu papel na inclusão de alunos com Síndrome de Down, autismo, cegueira, baixa-visão e surdez, entre outras. “No entanto, apenas conhecer a legislação que garante a inclusão e a literatura que nos instrumentaliza e norteia o fazer pedagógico não é suficiente”.

Entre os materiais confeccionados pelos acadêmicos estão a Dama/Jogo da Velha, confeccionada em madeira nas cores contrastantes marrom e branco; pensou-se em madeira pela durabilidade e no contraste de cores porque, embora fosse pensada para uso de pessoas cegas, pessoas com baixa visão também podem usufruir do jogo. Devido ao tamanho das peças, pode ser utilizada também por crianças autistas e com Síndrome de Down, a fim de estimular a coordenação motora. O Jogo da Velha é feito de EVA (material emborrachado e colorido) para desenvolver a percepção tátil, visual e coordenação motora. Pode ser trabalhado com todas as crianças, devido a sua característica lúdica; um livrinho cujo tema é o Corpo Humano, feito de tecido com aplicações em alto relevo e cores contrastantes, explorando a percepção tátil e aproveitando resíduos visuais. As aplicações retratam partes do corpo, seus membros. Esse material pode ser usado por crianças com baixa-visão, cegueira, autismo, Síndrome de Down; Dado Colorido e com diferentes texturas, com o objetivo de trabalhar a matemática, desenvolver a percepção tátil e visual. Pode ser trabalhado com todas as crianças, devido a sua característica lúdica; Caixa em EVA, com diferentes texturas e formas geométricas, explorando a matemática; e um Dado colorido em EVA, com aplicações de celas em braile. Confeccionada com diferentes texturas e cores, tem o objetivo de iniciar o aluno cego no Sistema Braille.



Lúdico e criativo



Professora Maria Cristina ressalta que este material é lúdico, criativo e bem aproveitado também com crianças que estão em outras situações de aprendizagem, em outro momento. “É um material que permite a interação, a inclusão; ele passa pelo brincar, pelo que é lúdico. Então a gente acaba atingindo todos os nossos objetivos enquanto educadores, enquanto pedagogos”.

A coordenadora do curso, professora Rosamaria Silva Hattge de Oliveira, acrescenta que as peças são bastante enriquecedora e auxiliam o professor quando ele encontra, na sala de aula, alunos com algumas necessidades especiais. “Aplicando este material, o trabalho fica bem mais tranquilo”.

O acadêmico Marco Aurélio Jonas Cabral confeccionou o Jogo da Velha e Dama. Ele conta que o material foi exposto em Areado e também no Colégio Atenas, e que fez os olhos de alunos com e sem necessidades brilharem. “Ele chama a atenção até mesmo dos adultos”.

A estudante Viviane da Silva Marques Lopes Santos produziu um tabuleiro com quatro palitos, cada um contendo tampinhas de refrigerante, pintadas em cores diferentes, que representam as unidades, dezenas, centenas e milhar. As tampinhas são furadas para que o aluno possa encaixá-las no palito. “O maior objetivo deste material é trabalhar a matemática”.

Luana Aparecida Pereira trabalha em uma creche. Ela conta que usou o material adaptado com crianças sem as necessidades especiais e foi um sucesso, “pois eles gostam do concreto, de usar o tato, a audição”.