Cadeirantes jogam vôlei adaptado com alunos de Educação Física
Conscientizar sobre a importância da acessibilidade para inclusão de pessoas com necessidades especiais. Este foi o principal objetivo do 1º SINAIS (Sinalização de Apoio a Inclusão Social) da UNIFENAS, câmpus de Alfenas, que ocorreu na Praça Getúlio Vargas, dia 9 de novembro.
O evento contou com a participação de alunos de vários cursos da Universidade. Houve estande com vacinação e teste de Rimne e de ostocopia; oficina de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais); residências terapêuticas; número musical e peça de teatral em LIBRAS; exposição de material pedagógico adaptado; pintura na face de crianças e demonstração de esportes adaptados.
Outras instituições também apoiaram o SINAIS: a E.M. Antônio Joaquim Vieira, que expôs uma maquete de um estádio privilegiando a acessibilidade; o Conselho Municipal das Pessoas com Deficiências de Alfenas; Conselho Municipal do Idoso de Alfenas; Apae de Alfenas e Associação dos Deficientes Visuais de Alfenas com seus artesanatos; o NIPA (Núcleo Interdisciplinar de Proteção Animal) da UNIFENAS, o qual levou animais com deficiências; Apae de Campo Belo, que apresentou um número de dança por um casal portador de Síndrome de Down; apresentação da Banda Esperança, também da Apae de Alfenas; e a Apae de Alterosa, que apresentou um desfile de modas com roupas confeccionadas por material reciclável.
A coordenadora do SINAIS, professora da UNIFENAS, Maria Cristina da Silva, observa que as apresentações por pessoas portadoras de necessidades especiais são importantes, pois constituem uma oportunidade de resgatar a autoestima. “Eles são capazes, cada um no seu tempo, no seu limite”.
Luta pelos direitosA presidente do COMDALF (Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência de Alfenas), Carmem dos Santos e Oliveira, parabeniza a UNIFENAS pela iniciativa e por ter a inclusão em seus cursos. “A acessibilidade precisa estar em todos os graus e níveis”.
Ela ressalta que o COMDALF luta pelos direitos dos portadores de necessidades especiais, que são mal interpretados por parte da sociedade, que pensa que estão querendo privilégios. “Não é privilégio, é necessidade. E temos o direito de ir e vir como qualquer cidadão”.