Por meio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) de Alfenas, alunos do curso de Administração da UNIFENAS tiveram a oportunidade de receber a visita de Cláudio Forner. O administrador de empresas, consultor, autor de livros e especialista em comércio internacional e empreendedorismo, esteve no câmpus de Alfenas para falar sobre “O Aprendiz”, reality show da TV Record.
Forner, que no programa atuou como conselheiro de Roberto Justus, nas temporadas “O Sócio” e o “Universitário”, e conselheiro de João Dória Jr., no “Aprendiz Empreendedor”, destacou que o programa valoriza a meritocracia. Segundo o palestrante, o programa chega a ser exibido em universidades, que promovem debates “justamente porque ele tem um viés educativo muito forte”.
Esse momento de poder conversar com universitários, contar um pouco da sua experiência, é significante para você? Muito! Eu sou daqueles que entendem que na universidade há um ambiente propício para discussão e desenvolvimento de novas ideias. Então, sempre que se trabalha em universidade, se tem o potencial multiplicado. Acho que todo conteúdo, tudo que se traz em termos experiência para o meio universitário acaba por repercutir muito mais do que no meio aberto.
Em sua palestra, você tocou na questão do sucesso. E qual é o perfil desse profissional bem-sucedido? Sobre tudo aquele que traz para a si a responsabilidade. Entendo que a responsabilidade pessoal é o componente psicológico mais importante daqueles que atingem o êxito. É uma peculiaridade muito forte desses indivíduos. Porque eles não perdem tempo culpando o mundo do seu fracasso e buscam as soluções. Ao buscarem as soluções, desenvolvem cada vez mais novas habilidades.
Como destacar a relevância do programa “O Aprendiz” na formação dos profissionais? Basicamente, o conceito dele é a meritocracia. Premiar o mérito, o êxito, a vitória. O que tem por traz da vitória no Aprendiz? Solução de problemas, decisões assertivas, gestão de pessoas. Tudo equacionado num único ambiente gera a vitória. Então, é o mérito premiado. É um aprendizado impar! As pessoas gravam “O Aprendiz”, passam em universidades, discutem, vira debate justamente porque ele tem um viés educativo muito forte.
Gestão de pessoas tem um peso considerável? É porque é assim: Eu não tenho como, em um ambiente onde o trabalho é em grupo, conseguir vencer se não souber compor com pessoas. Mais do que isso! Existe uma métrica de satisfação e de convívio no Aprendiz que é o seguinte: na última tarefa alguns excluídos anteriormente voltam para ajudar o finalista. Ou seja, se eu fiz inimigos ao longo das demais tarefas, eu não terei apoiadores naquela que é mais decisiva de todas. Então, é um jogo de Xadrez. Eu tenho que competir sim, mas tenho que competir comigo. Como é aqui fora! No Aprendiz, quem passa por cima de pessoas é penalizado lá no final. Aqui fora também: quem passa por cima de pessoas acaba sendo penalizado mais sedo ou mais tarde.
Ou seja, ele deve ser um líder e não um chefe? Ele deve ser um líder e deve ter legitimidade. Deve ouvir, porque a exiguidade de tempo muitas vezes não permite um planejamento pleno. Ou seja, a participação, a colaboração, o processo colaborativo, mais do que isso, a adaptabilidade é a palavra de ordem nesses ambientes de tensão e pressão.
Para concluirmos, algum conselho para os futuros administradores? Para futuro administradores desejo sempre e falo: muita coragem! Não ter medo do desafio. Porque hoje os mecanismos para se superar os desafios são praticamente ilimitados. Hoje o mundo da informação permite que se vá muito mais longe, além da própria capacidade.
O que norteia a sua vida? A minha vida? É treinar pessoas. Eu me sinto muito gratificado em um ambiente onde eu trabalho com consultoria e treinamento por meio de palestras e alguns cursos. Mas na palestra e em cursos me sinto em casa, é onde meu coração bate; que é justamente poder observar o desenvolvimento de pessoas. Esse é o meu principal foco.