Grupo Mundo encenou a peça Cara Vela
Resgatar as culturas africana e indígena e também abordar a inclusão destas raças foram as principais propostas das atividades desenvolvidas pelas acadêmicas do 8º período do curso de Pedagogia, dentro da Prática do Núcleo Integradoras 8.
A professora Maria Cristina da Silva, responsável por esta Prática, conta que a Lei de Diretrizes e Bases, em seu capítulo 5, fala da inclusão. Em seguida vieram as novas legislações abordando a pessoa negra a indígena nos bancos escolares. Assim, as acadêmicas desenvolveram atividades sobre estas raças nas escolas do Ensino Médio 1 e 2 de Alfenas e também no EJA (Escola de Jovens e Adultos).
Maria Cristina relata que, com estes trabalhos, foi possível perceber que muito do nosso vocabulário, vestimentas, culinária e medicação vieram da cultura afro e indígena. “Nós somos realmente todos um. Nós fizemos um árvore genealógica com nossas alunos e todas descobriram que tinham um parente negro ou indígena. Ou seja, onde cabe o preconceito? Não cabe, né...Não reconhecer o negro ou o indígena como parte de mim mesma é uma autonegação”.
O encerramento da Prática ocorreu no começo de novembro, no ginásio poliesportivo da UNIFENAS, com apresentação do teatro Grupo Mundo, que encenou a peça Cara Vela (uma representação do Navio Negreiro); uma apresentação de capoeira pelo grupo Cáritas; uma dança africana e um poema por alunos do curso. Houve ainda uma mostra de comidas típicas.
Para a coordenadora do curso de Pedagogia, professora Rosamaria Silva Hattge de Oliveira, os Núcleos Integradores têm a intenção de integrar vários conteúdos que não são trabalhados no dia a dia do curso e que se fazem necessários para os alunos trabalharem em sala de aula. “Eu fico muito emocionada porque a cada semestre os alunos se empenham mais. É muito prazeroso”.