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20 de maio de 2014

Batuki Mental se apresenta para universitários

Objetivo foi levar lazer e conscientização sobre a luta antimanicomial


Everton Marques
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Grupo Batuki Mental durante a apresentação

Os alunos da UNIFENAS foram surpreendidos, na manhã de quinta-feira, 15 de maio, pela apresentação do grupo musical Batuki Mental. O Sarau, próximo à Sala de Eventos I, teve como proposta comemorar o 18 de maio, Dia Mundial da Luta Antimanicomial.

Alunos e os colaboradores da Universidade aplaudiram o Batuki Mental, não apenas pela musicalidade, mas também pela peculiaridade que o cerca; o grupo é formado por pessoas com transtorno mental e por usuários de álcool e drogas. Eles participam de várias oficinas do Centro de Convivência de Alfenas e, dentro da oficina de música, surgiu o grupo. “Eles cantam músicas do dia a dia e começaram a compor”, disse a terapeuta Alessandra Teófilo.

A apresentação na Universidade teve como proposta conscientizar os estudantes da importância da Luta Antimanicomial. Para Sueli Vilela, aluna do 5º período do curso de Psicologia da UNIFENAS, a interação foi interessante para se evitar o preconceito. “Uma das questões dessa luta é fazermos a integração, trazer o diferente para o contexto do normal, da academia, no caso”, disse.

Como afirmou o professor Rogério Ramos do Prado, diretor de extensão e assuntos comunitários da UNIFENAS, há muitos anos a Universidade, por meio do curso de Psicologia, apoia a luta antimanicomial. Uma destas contribuições resultou no descredenciamento de uma clínica psiquiátrica em Alfenas e a criação das residências terapêuticas no município. “Hoje temos oito residências terapêuticas graças a uma atuação do Conselho Municipal de Saúde, com a participação de diversos profissionais aqui da UNIFENAS, que na época contribuíram significativamente para essa questão”, afirmou.

Durante a apresentação do Batuki Mental, uma faixa dizia que o Dia Mundial da Luta Antimanicomial é “contra o preconceito e a discriminação dos pacientes. O diferente é ser normal”. Sobre este dia, Andrea de Lima, coordenadora de saúde mental do município, disse que fica a mensagem de se humanizar, de tê-los mais próximos. “E não é uma coisa distante, qualquer um pode ter na família alguém com transtorno mental. Nós precisamos ter um olhar especial para isso”.