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11 de novembro de 2011

UNIFENAS promove o 10º Seminário de Iniciação Científica

Juntamente com o 6º Simpósio de Pesquisa, o evento mostrou os trabalhos elaborados pelos alunos de diversos campus da Universidade


Rosângela Fressato
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Até este ano foram apresentados aproximadamente 3000 trabalhos científicos

O Seminário de Iniciação Científica (SEMIC) da UNIFENAS chegou a sua 10ª edição este ano juntamente com o 6º Simpósio de Pesquisa. Na programação, palestras e apresentações de trabalhos em forma de painel e oral.

Durante a abertura oficial do encontro, na noite de 27 de outubro, a magnífica reitora da UNIFENAS, Professora Maria do Rosário Araújo Velano, agradeceu a presença de todos e ressaltou: “Convicta do grande significado acadêmico de um evento como o 6º Simpósio e 10º Seminário de Iniciação Científica, é com júbilo que nos dispomos a participar desta realização. Dizem os franceses que é do embate das ideias que jorra luz. Gostaríamos, porém, de acrescentar que é também da verificação de consenso e da difusão de boas opiniões que nasce a retificação e a ratificação do pensamento. É isso o que este encontro busca; é isso que o que ele conseguirá”.

O Diretor de Pesquisa e Pós-graduação da UNIFENAS, professor Mário Sérgio Swerts, explica que são objetivos do SEMIC estimular o interrelacionamento entre alunos de graduação e pós-graduação no âmbito da pesquisa; fomentar o desejo pela pesquisa em alunos de graduação; propor discussões e reflexões sobre os temas dos projetos de pesquisa em desenvolvimento na UNIFENAS; divulgar as atividades de pesquisa realizadas pelos alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação da UNIFENAS; promover a integração entre pesquisa e ensino, corpo docente e discente, envolvidos em pesquisa; avaliar a efetiva participação dos bolsistas de pesquisa dos programas PROBIC/UNIFENAS, FAPEMIG, FAPEMIG/BIC JÚNIOR e CNPq, no desenvolvimento da atitude científica.

Mário Sérgio comenta que foram 10 anos de apresentações científicas das diversas áreas do conhecimento, sendo apresentados aproximadamente 3000 estudo científicos, frutos da qualidade institucional, competência técnico-científica dos docentes da Universidade e principalmente pela motivação dos alunos que buscam respostas em pesquisas. “O Simpósio de Pesquisa e o SEMIC comprovam que a UNIFENAS apoia e respira pesquisa, fornecendo aos nossos alunos ensino de qualidade complementado com significantes atividades de extensão.”

O professor informa que foi criada uma nova página do SEMIC no site da UNIFENAS onde qualquer profissional pode realizar uma pesquisa nos trabalhos, procurando por título, por autor, por assunto. Já se encontram na página todos os resumos dos trabalhos apresentados nesta edição do SEMIC . Basta acessar www.semic.unifenas.br.

Ponto alto da formação

Rafael de Passo Almada, aluno do 12º período de medicina do campus de Belo Horizonte, fez uma apresentação oral de seu trabalho. Em sua opinião, a iniciação científica é um ponto alto nossa formação acadêmica, principalmente hoje em dia, que é exigida do médico, cada vez mais, a utilização de ferramentas da medicina baseada em evidências. “A apresentação dos trabalhos também é de suma importância, pois nos mostramos aos nossos pares, nos expomos às críticas e aos elogios, possibilitando o desenvolvimento de novas ideias e melhorando a produção científica de todos.”

Ciências Sem Fronteira

A Diretora Substituta de Ciências Agrárias, Biológicas e Saúde do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), professora Dra. Maria Auxiliadora da Silveira e Pereira Neves, foi a convidada de honra da UNIFENAS, e explanou sobre o programa do governo federal Ciências Sem Fronteira, cujo objetivo é promover a internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio.

Maria Auxiliadora enfatiza que o programa consiste na concessão de bolsas de estudo para o exterior, e a novidade é o privilégio para os alunos de graduação, que terão a oportunidade de conviver nas melhores universidades do mundo, com profissionais de altíssimo nível, “o que certamente fará com que eles amadureçam e tragam para o País aquilo que esperamos deles: a expertise.”

A UNIFENAS recebeu, inicialmente, 6 bolsas de “graduação sanduíche” no exterior, com início dos estudos em 2012. As instituições de ensino farão a seleção dos candidatos observando-se os critérios estabelecidos pelo Programa como, por exemplo, experiência em atividades de iniciação científica, desempenho acadêmico destacado, suficiência em inglês ou no idioma do país de destino, além de ter-se destacado em olimpíadas científicas ou outros eventos institucionais. Informações detalhadas e edital de seleção dos docentes estão disponíveis no site www.unifenas.br/pesquisa.

Prestigiaram a palestra professores, coordenadores de cursos, alunos, a reitora da Universidade Professora Maria do Rosário Araújo Velano e demais autoridades acadêmicas.

Agência de Fomento

Antecipando a abertura oficial do evento, no dia 26 de outubro, os docentes da UNIFENAS puderam assistir a uma palestra sobre “Desenvolvimento da Pesquisa e Pós-graduação da Fapemig”, proferida pelo diretor adjunto de ciências da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) professor Dr. Hercílio Martelli Júnior.

O professor explanou sobre o que é uma agência de fomento, no caso a Fapemig, pode contribuir em termos de formação em nível de pesquisa e sobretudo aproximar esta pesquisa com a pós-graduação, “ou seja, o que uma agência que financia, que fomenta ciência, tecnologia e inovação pode contribuir no contexto do desenvolvimento da pós-graduação em uma instituição como a UNIFENAS.

Segundo ele, como uma agência de financiamento, toda e qualquer agência que se presta a fomentar pesquisa precisa se assentar em três pilares: a formação de recursos humanos qualificada, isto é, através de bolsas, estimular a formação do pesquisador, desde o ensino médio, (Modalidade Júnior) até o último nível na carreira de um pesquisador; estimular projetos de pesquisa, ou seja, fazer com que as ideias dos pesquisadores consigam se converter em projetos de pesquisas a serem subsidiados e fomentados pela agência. “É sempre bom deixar claro que uma agência de fomento trabalha com duas modalidades de projeto: o que nós chamamos de projetos universais (que abrangem qualquer área do conhecimento) e os projetos de pesquisas induzidos, cujos temas são definidos pela diretoria superior a da agência de fomento.” E o terceiro pilar da Fapemig é transformar tudo isso num produto social, ou seja, transformar o recurso humano qualificado, os projetos de pesquisas financiados em benefícios para a sociedade por meio, por exemplo, de inovação, de tecnologia, de melhora de qualidade de vida daquela que de fato nos subsidia, que é a sociedade.