Amália Pala de Toledo, egressa do curso de Psicologia da UNIFENAS, campus de Varginha
Aliar o tratamento psicológico à acupuntura e de forma gratuita. Essa é a proposta que consta de um projeto encaminhado à Prefeitura de Varginha e que tem como uma de suas idealizadoras a egressa da UNIFENAS, campus de Varginha, Amália Pala de Toledo. Amália graduou-se em Psicologia, em julho de 2011, e já trabalhava como acupunturista há mais de dez anos. Após a formação acadêmica, decidiu aliar as duas áreas e propor que o Sistema Único de Saúde oferecesse alguns tratamentos, como o antitabagismo, realizados por meio da acupuntura. A ideia teve tanta repercussão que foi tema de uma edição do programa EPTV Comunidade, veiculado pela emissora afiliada da Rede Globo, no dia 3 de setembro. Confira detalhes sobre o assunto na entrevista abaixo:
De onde surgiu a ideia de aliar Acupuntura e Psicologia?
A acupuntura tem grande ação sobre a parte emocional, como a psicologia tem como essência o emocional. A prática no consultório me trouxe a necessidade de aprofundar os conhecimentos nessas duas áreas para, aliadas, eu poder tentar alcançar o que o ser humano deseja intensamente, que é a qualidade de vida.
Há quanto tempo atua nessas áreas?
Há, aproximadamente, 10 anos. Comecei como massoterapeuta, acupunturista auricular e hoje tenho o título de especialista em Acupuntura Sistêmica.
Como você acredita que seja uma boa atuação dentro dessas áreas?
Para que as duas áreas sejam positivas e precisas na vida das pessoas, temos que ter a capacidade de ser empáticos o tempo todo. Tanto na vida profissional, como na particular, porque se colocar no lugar do outro é único e muito significante para o propósito da terapia. A semelhança é a entrega sem distinção.
Amália, recentemente você concedeu uma entrevista para a EPTV abordando a importância sobre a implantação de tratamentos com acupuntura pelo SUS. Explique um pouco sobre essa proposta?
O mundo pede por socorro, e nós, profissionais da área da saúde, não podemos ficar de braços cruzados deixando-os sem solução. A implantação da acupuntura no SUS seria fantástica, concorrendo para diminuir os gastos com remédios, menos intoxicação, entre outros benefícios que estão em escassez como, por exemplo, as pessoas seriam mais ouvidas e, automaticamente, teriam possibilidades de enxergarem de maneira diferenciada sua vida positivamente. Seria o foco nos dias de hoje.
Já houve alguma repercussão sobre o assunto?
Foi entregue um projeto à Prefeitura de Varginha, mas como tudo é muito lento, ainda não temos resposta concreta. Continuarei a buscar o melhor para nossa população, pois sinto necessidade desta realização.
A entrevista na EPTV foi um segundo passo. Precisamos de apoio, de forças políticas com o mesmo pensamento, que é o de ajudar.
Como você, atualmente, vê a área de terapias holísticas para trabalhar?
Não mais como passo de tartaruga. Hoje, a população está buscando. Isso quer dizer que estamos conquistando o nosso espaço. Sem a visão holística, o resultado não seria tão positivo. Ouço dizer que jamais equilibramos uma pessoa sem analisá-la como todo. É um ciclo.
Você graduou-se em Psicologia recentemente. Agora, na atuação, como tem visto o campo de trabalho para o psicólogo?
Eu acredito que é necessário divulgar com mais clareza o que realmente o psicólogo faz. Quebrar aquele tabu de que é um profissional que só trata de louco. Temos profissionais que atuam por atuar, sem o brilho, sem gosto, mas temos profissionais que realmente interagem com o paciente, levando o trabalho a sério e com disponibilidade. A divulgação abrirá mais interesse para formação e procura pela terapia.
Há muito mais áreas para se trabalhar além do consultório?
Com certeza, a psicologia organizacional é uma delas. Está se destacando a cada dia mais. Exatamente porque no meio empresarial também existem dificuldades, além da preocupação com o desempenho do mercado.
Qual a participação que a UNIFENAS tem no seu sucesso profissional?
Acredito que tudo que tem acontecido comigo, a graduação é uma das responsáveis. Agradeço às amizades e a atenção que recebo sempre que procuro os profissionais da UNIFENAS, mesmo depois de formada.
Quem tiver interesse em assistir ao programa da EPTV, onde Amália explica mais sobre essa proposta, basta acessar o link:
http://eptv.globo.com/emc/0,0,2,18,eptv+comunidade.aspx