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22 de dezembro de 2011

ENTREVISTA: Professor Márcio Moterani Swerts, coordenador do curso de Psicologia

AIDS mata aproximadamente de 12 mil pessoas no Brasil


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Muitas ações têm sido feitas com o objetivo de prevenir a AIDS, que, embora tenha reduzido o número de óbitos, ainda mata 12 mil pessoas por ano no Brasil.

A UNIFENAS possui o projeto DST/AIDS, coordenado pelo professor de Psicologia Márcio Moterani Swerts, que consiste no estudo, prevenção e educação visando ao combate das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e também a AIDS. Em entrevista ao Jornal da UNIFENAS, o professor, que também é coordenador do curso de Psicologia, fala sobre o projeto.

Em que consiste o projeto DST/AIDS?



É um projeto de extensão que envolve os acadêmicos com o ESTUDO, a PREVENÇAO e a EDUCAÇÃO para o combate às DST/AIDS. Aproveito para mencionar que o projeto encontra-se necessitando de mais ações, mais pessoas para contribuição e mais efetividade. Precisamos de todos e de muitos.

Quando surgiu e por quê?



Surgiu a partir de um trabalho de sala de aula na disciplina ministrada pela professora Dora, no curso de Pedagogia. A partir deste trabalho novos elementos foram sendo agregados e muitos novos valores foram sendo acrescidos. Surgiu da necessidade da UNIFENAS se implicar nestas ações de extensão nestes assuntos.

Quem participa (acadêmicos, entidades) e o que cada um faz?



Os participantes são alunos dos cursos de Pedagogia, Medicina e Psicologia, mas também é aberto aos outros cursos da UNIFENAS. Como podemos observar, cada grupo de acadêmicos de cada área/curso contribui com as suas ações específicas e com os seus conhecimentos para que os objetivos de educar, prevenir e saber sejam balizados e aplicados. Assim haverá um grupo interdisciplinar para as ações envolvidas. Temos parcerias, sempre, com a Secretaria Municipal de Saúde e total apoio do MGA (Movimento Gay de Alfenas).

Com vários anos de campanha de conscientização, como o senhor analisa a situação da AIDS no Brasil? Qual o público predominante?



Acredito que serão necessárias constantes campanhas para múltiplos públicos, uma vez que em questões de saúde a vigilância deva ser constante. Mudam-se os enfoques, mudam-se as idades, o grupo, mas o problema, as evidências continuam. Como já me referi anteriormente: é uma ação conjunta e constante.

Em sua opinião, as pessoas estão levando a sério esta questão e estão fazendo uso, por exemplo, de preservativos e até mesmo de seringas descartáveis no caso de quem usa drogas?



Minha opinião é que, embora existam ações e que não são poucas, na prática, no calor da ação e do dia a dia a situação se torna outra. Ainda permanece a ideia que “comigo num vai acontecer”, “eu não vou viciar”, “eu tenho domínio da situação”. Esta certa onipotência impede que a gente veja nossa fragilidade diante de uma situação de perigo iminente.

E em relação ao preconceito... ainda existem pessoas que evitam contato com os portadores do vírus HIV?



Preconceitos existem, existiram e existirão. Parece-me inerente ao ser humano, que insiste em competir lugares na sociedade. Todos os dias vemos as pessoas e até nós mesmos lutando, brigando por um lugar e desfazendo, desprezando ou até mesmo pisando em outros para que apenas nós brilhemos absolutos.

O que falta para as pessoas perceberem a importância da prevenção dessa doença?



Somos pessoas muito arriscadoras. Ficamos muito no “deixa a vida me levar”. São poucos os que “levam a sua vida a sério”... Sou EU quem levo a minha vida. São as minhas atitudes que permeiam o meu futuro, o meu aqui, o meu agora. Vivemos num mundo onde o imediatismo, o prazer pleno em todos os momentos é que vale. E não é assim. Falta as pessoas perceberem que as consequências dos seus atos surgem mesmo! Ora rapidamente, ora tardiamente. Mas virão.