“A UNIFENAS pondera, analisa e reflete sobre este conceito do ENADE, mas tem firme convicção de que ele não representa a nossa realidade. Somos melhores que esta avaliação”, ressalta Rosa Malena
O curso de Medicina da UNIFENAS, campus de Belo Horizonte, não recebeu um conceito satisfatório no que se refere ao CPC (Conceito Preliminar de Curso), atribuído pelo MEC. A nota 2 sofreu interferência direta do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que também foi 2. A professora Rosa Malena Delbone de Faria, coordenadora do curso, afirma que o conceito será alterado após visita in loco da comissão do MEC, uma vez que indicadores apontam que o curso da UNIFENAS está acima da média exigida pelo MEC.
Das 177 escolas médicas do país, o curso de medicina do campus de Belo Horizonte se destaca no que se refere à infraestrutura (0,83, enquanto que o MEC exige média de 0,73), organização didático-pedagógica (0,68, acima dos 0,48 esperados) e titulação do corpo docente (mestre 0,75%, contra 0,62 e doutores 0,34 – mínimo exigido pelo Ministério). Os números por si só dão respaldo ao que a coordenadora enfatiza: “Receberemos a visita dos avaliadores do INEP/MEC e reverteremos este conceito [2]”.
Para Rosa Malena, o conceito insatisfatório decorre de questões “alheias a qualidade-ensino-aprendizagem”. De acordo com ela, o imediatismo para resolver as questões do Enade, a preparação para as festividades da formatura ou até mesmo a falta de comprometimento de alguns dos concluintes podem ser apontados como possíveis causas da má avaliação no exame.
A professora não se posiciona contra o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, mas questiona se 30 perguntas seriam suficientes para avaliar o componente especifico de seis anos de graduação. “É preciso ver o médico atuando para saber se ele é ou não um bom médico; o conhecimento precisa ser adequadamente aplicado, não basta detê-lo”, diz.