Notícias UNIFENAS

Notícias

17 de maio de 2012

Ex-aluna do curso de Medicina expõe fotografias em Portugal

A exposição retrata a vida da comunidade carente Novo Aarão Reis, em BH


Rosângela Fressato
Ampliar foto

A egressa de Medicina da UNIFENAS, campus de Belo Horizonte, Laíz Fiusa e o fotógrafo e historiador Rodrigo Ávila realizaram uma exposição de fotografias na cidade de Leiria, em Portugal, denominada “Identidade pela Fotografia: a construção e resgate da identidade na comunidade Novo Aarão Reis.” A comunidade Novo Aarão Reis é uma ocupação irregular e se localiza na zona norte de Belo Horizonte, em uma área de riscos extremos para a população. “Costumamos tratá-la [a exposição] - como se diria na linguagem dos softwares - como uma exposição de código aberto, onde as mudanças, aperfeiçoamentos e questionamentos do outro possam modificar e/ou aperfeiçoar o trabalho sem que sua temática e seu objetivo primário se percam”, explica Laíz.

De acordo com a egressa, os moradores do Novo Aarão merecia e merece um destaque maior que as páginas cotidianas de violência dos jornais e, por isso, prometeu a eles que os levariam para o mundo todo ver que existe um Novo Aarão na Aldeia Global, ou seja, gente que precisa de atenção, de ser vista e de ser valorizada.

A médica conta que ela e Rodrigo Ávila estavam de férias em Portugal, quando surgiu a oportunidade de expor o trabalho. “A exposição foi abraçada com muito carinho por nossos conterrâneos. As pessoas se emocionaram, nós nos emocionamos. Acho que quando um trabalho é feito com alma, coração e dedicação, ele toca as pessoas, como sempre nos toca ver essa comunidade podendo ser levada aonde eles talvez jamais pudessem ir.”

O artigo do trabalho foi vencedor do 6º lugar no prêmio de 30 anos da revista brasileira “Medicina de Família e Comunidade”. “Nos enche de orgulho e felicidade saber que a nossa comunidade está sendo olhada e contemplada por outros médicos. Gostaríamos que eles pudessem ser tocados por esse trabalho nas comunidades em que atuam. As pessoas precisam uma das outras e nem sempre é medicamento ou diagnóstico de uma doença; é conversa, atenção, carinho e conscientização. O trabalho médico é vasto.”

Doutor Só Risos

Laíz também faz parte do projeto de extensão da UNIFENAS, Doutor Só Risos, um trabalho que consiste em vestir-se de palhaço e levar alegria e descontração aos pacientes. Ela conta que a palhaçaria (ou arte do clown) vem sendo usada nas últimas décadas como estratégia de humanização das relações de saúde. “Ser Doutor Só Risos, ou qualquer outra forma de clown, vai além da exigência de um nariz vermelho. O ofício do palhaço fala do esforço do homem de se entregar à única condição possível de existência: a da relação humana.”