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18 de julho de 2012

ENTREVISTA: Albert Nilo, aluno do 8° período do curso de Medicina

"...o PBL tende a promover a motivação para o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades para a autoaprendizagem", diz Albert


Samira Reis
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Albert Nilo é aluno do 8° período de Medicina da UNIFENAS, câmpus de Belo Horizonte. O interesse pela profissão começou na infância, já que em sua cidade natal, São José do Jacuri, no vale do Rio Doce, a falta de médicos era constante. Essa situação o motivou a ir em busca dos objetivos.O envolvimento em pesquisas e congressos rendeu um convite. Albert foi convidado pela Associação Brasileira de Educação Médica para dar uma palestra em um congresso anual, realizado em Ouro Preto. Neste Congresso participavam quatro estudantes de Medicina, e Albert foi um deles. Além de atuar como médico, ele pretende assumir a sala de aula.

Você foi convidado pela Associação Brasileira de Educação Médica para dar uma palestra em um congresso anual, realizado em Ouro Preto. Do que se tratava sua palestra?

No 5º Congresso Mineiro de Educação Médica, realizado em Ouro Preto, fui convidado para compor uma mesa cujo tema era “Construindo competências em diferentes cenários”, juntamente com os professores Francisco Barbosa Neto, da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), e a professora Dra. Iracema Benevides, Mestre em Saúde Pública. Neste evento apresentei o tema: “Aprendizagem Baseada em Problemas: Uma Proposta de Abordagem Educacional Centrada no Estudante”. Destaco que o convite sobreveio através do prof. Iure Kalinine, presidente do colegiado do curso de Medicina da UFOP e professor de Medicina na UNIFENAS, câmpus de Belo Horizonte.

Ao final, vocês fizeram um debate com os outros palestrantes e seus respectivos temas. Houve interação dos presentes nessa discussão?

Ao final das apresentações respondemos às perguntas do público e houve um interesse sobre o currículo adotado em nossa escola. Ressaltei a importância de currículos modernos, que permitem aos estudantes construírem seu próprio conhecimento, baseados no que eles já sabem, e possibilita que eles o utilizem em atividades que requeiram tomadas de decisão, resolução de problemas e discernimento.

Em relação ao PBL (Problem Based Learning), qual sua opinião sobre esse método de ensino?

Quanto à Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning/PBL), esclareço que se firmou nas últimas décadas como uma das mais importantes inovações no campo da educação de profissionais de saúde e estratégias educacionais através dos métodos do Grupo Tutorial (GT), do Treinamento de Habilidades Clínicas (TH), entre outros, os quais nos capacitam a cumprir objetivos descritos nas Diretrizes Curriculares Nacionais de 2001. Desta forma, o PBL baseia-se na mudança do processo de aprendizado, centrado no aluno, desenvolvido a partir do melhor conhecimento, do modo de aprendizado do adulto e da compreensão do funcionamento da memória humana, de modo que o estudante tenha papel ativo e preponderante em sua educação, deixando de ser um elemento passivo, exposto à informação por meio de aulas e passando a buscar o conhecimento para resolução dos problemas que lhe são apresentados ao longo do curso. Adicionalmente, resta apontar que o PBL propõe-se a favorecer a aquisição e estruturação adequada do estudo médico em um contexto clínico, facilitando sua ativação e utilização posterior, sendo que o PBL tende a promover a motivação para o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades para a autoaprendizagem.

Você é professor de Química e agora faz o curso de Medicina. O que o levou a escolher Medicina?

Sou de uma cidadezinha do interior de Minas chamada São José do Jacuri, e quando eu era criança não havia médico na cidade. O médico aparecia - muito raramente - no posto de saúde e era um acontecimento na cidade! Aquilo mexia com a minha curiosidade de menino, perguntas vinham à minha cabeça e provocavam-me. Resolvi fazer Medicina naquela época, em meio às inquietações de uma criança que se sensibiliza diante do abismo misterioso da tragédia humana e também de suas alegrias. Hoje posso dizer que sou muito feliz por estudar aqui na UNIFENAS-BH. Trabalhar na área da saúde envolve responsabilidades, desafios, compromisso e seriedade nos estudos. Gosto de desafios. Gosto de lidar com pessoas. Gosto de medicina e de educação e pretendo continuar me aperfeiçoando nessas áreas após a graduação neste curso.