Auditório 2 – Profissionais da UNIFENAS e de outras universidades estiveram presentes para o 2º Simpósio
O “Desenvolvimento do raciocínio clínico” foi o tema do 2º Simpósio Internacional de Educação Médica da UNIFENAS. Foram três dias de discussões e propostas entre palestrantes, professores e alunos. A noite de abertura ficou a cargo do reitor da “Erasmus University” (Rotterdam-Holanda), Henk Schmidt. O estudioso holandês trouxe pesquisas sobre o assunto, e apontou os obstáculos na educação médica. “Percebo que os profissionais se esforçam em relação à educação médica. No entanto, acredito que os estudantes precisam ser mais participativos. A UNIFENAS tem um bom exemplo ao trabalhar com grupos menores em sala de aula”, explica Henk. O reitor também acredita que os estudantes de Medicina deveriam conhecer a prática com antecedência. “Seria melhor para o estudante ter o contato com o paciente, com a clínica desde cedo, e não tardiamente como fazem muitos cursos”.
O segundo dia foi conduzido por Kevin Eva, professor e editor chefe da revista “Medical Education”, uma das publicações mais importantes na área médica. Kevin propôs uma atividade em grupo, em que eles fariam uma reflexão sobre se a experiência clínica estaria relaciona a um melhor desempenho. “Esta é minha primeira vez no Brasil. Estou bastante impressionado com a estrutura deste Simpósio e do funcionamento do curso de Medicina da Universidade”, diz ele. No fim da tarde, foi a vez do doutor Alexandre Moura, professor na UNIFENAS, câmpus de Belo Horizonte, falar sobre as experiências brasileiras no que tange ao raciocínio clínico. O professor trouxe um estudo feito com um grupo de alunos da Universidade. “Estamos engatinhando quando se fala em raciocínio clínico; é um assunto novo que aos poucos tem ganhado importância”, aponta Alexandre.
O fechamento do 2º Simpósio contou com a presença da pesquisadora Silvia Mamede. A brasileira atua junto a Henk Schmidt na “Erasmus University” (Rotterdam-Holanda) e também foi uma das colaboradoras na construção do currículo do curso de Medicina em Belo Horizonte. Ela orientou os grupos para discutirem sobre estratégias para desenvolver o raciocínio clínico. “O raciocínio clínico é um assunto relativamente novo. Porém esperamos que seja melhor explorado, já que é a base para o exercício do médico”, explica a pesquisadora. O dia terminou com a palestra do professor Luís Otávio Savassi Rocha, titular emérito da faculdade de Medicina da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. O tema trabalhado por ele foi “Ser Clínico”. “Um desafio ser médico internista nos tempos atuais, principalmente”, diz o professor da UFMG.