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28 de agosto de 2012

ENTREVISTA Márcio Antonio Ferreira, supervisor do câmpus de Campo Belo

“A UNIFENAS é a iniciadora de tudo isso [projetos voltados para combater as drogas] e também a grande incentivadora com o apoio do município”, afirma Márcio


Daniela Rodarte
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O aumento do número de pessoas com envolvimento com algum tipo de drogas e álcool assusta a todos e supera todas as estatísticas feitas por estudiosos da área no país e no mundo. Podemos hoje falar em “epidemia” quando levantamos números e cruzamos dados sobre crianças, adolescentes e jovens que estão em contato com algum tipo de droga.

No Brasil os números já atingiram índices alarmantes. Nesse cenário, o Crack é apontado como a droga mais letal e a que mais se dissemina rapidamente em todos os níveis da sociedade. Não existe raça, credo ou classe social para ele. Diante dessa incontestável realidade, a UNIFENAS, em parceria com a Prefeitura Municipal de Campo Belo, realiza nos dias 30 e 31 de agosto o “2º Simpósio de enfrentamento ao uso de crack e outras drogas”.

O primeiro simpósio foi realizado em maio de 2011 e teve como objetivo iniciar a discussão e trazer à tona sugestões para enfrentar o problema no município. Desse primeiro encontro nasceu um “Plano de Enfrentamento”, que foi encaminhado ao executivo municipal e posteriormente enviado à Câmara dos Vereadores como projeto de lei, o qual já foi aprovado pela câmara e deverá ser sancionado pelo Executivo em breve.

Para sabermos mais sobre esta importante empreitada, o Informativo da UNIFENAS esteve com o professor Márcio Antonio Ferreira, supervisor do câmpus da UNIFENAS de Campo Belo e coordenador deste projeto que coloca a Universidade e o município de Campo Belo à frente de muitas outras cidades, ao levantar a questão e buscar alternativas para a solução deste problema.



Professor Márcio, o que o levou a lançar este desafio e desenvolver este trabalho?

Ao ter acesso aos resultados de pesquisas realizadas sobre o uso de drogas e a espiritualidade e também ao desenvolver junto com alunos da UNIFENAS –Campo Belo o Projeto de Extensão Coríntios 12, que trata da prevenção ao uso de drogas e álcool por meio da espiritualidade.



Qual o papel da UNIFENAS neste projeto?

A UNIFENAS é a iniciadora de tudo isso e também a grande incentivadora, com o apoio do município.



Faça um balanço do primeiro simpósio.

Do primeiro simpósio, participaram maciçamente a comunidade e as entidades de Campo Belo e região. Neste primeiro encontro, foi construído o pilar do Plano de Enfrentamento ao uso de Crack e outras Drogas. Após o simpósio, o comitê gestor trabalhou as propostas do plano, culminando com a realização da Audiência Pública, em dezembro de 2011, e no início de 2012, da aprovação deste plano em forma de lei.



O que o senhor espera com a realização deste segundo simpósio?

Vamos trabalhar em rede a concretização deste plano. Para isso dividiremos os convidados em sete grupos operativos: Educação; Assistência Social; Saúde; Segurança Pública; Geral; Mídia e divulgação; e Espiritualidade. Do acompanhamento das ações desses sete grupos, em dois anos, buscar-se-á um balanço positivo no combate ao uso de álcool e drogas.



Qual o papel do poder público para enfrentar o problema do avanço das drogas?

O poder público tem o papel de incentivar e apoiar a busca de soluções para este grave problema, mas o resultado positivo deste trabalho depende de toda a sociedade de seu envolvimento e de sua atenção para o problema. O poder público isoladamente não tem condições de nada ou muito pouco fazer.