José Roberto Paoliello diz que há engenheiros civis formados pela UNIFENAS atuando nos Estados Unidos
A Engenharia é hoje um mercado de trabalho em franco crescimento. O Brasil forma cerca 40 mil profissionais por ano, mas, para atender ao atual ritmo de desenvolvimento do país, seriam necessários 70 mil novos engenheiros anualmente.
A UNIFENAS tem hoje no mercado de trabalho aproximadamente 900 Engenheiros Civis formados pela instituição. Eles estão espalhados pelo Brasil e pelo exterior, desenvolvendo estudos de viabilidade, projetos e implantação de diversos empreendimentos.
A profissão, que na década de 90 sofreu uma retração devido ao baixo crescimento do país, vive agora uma nova fase de valorização. Programas de governo que beneficiam a habitação, a vinda de grandes eventos desportivos, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, e a própria necessidade de infraestrutura para o crescimento do Brasil demandam cada vez mais a mão de obra do Engenheiro Civil. Como a formação anual de novos profissionais não atende às demandas, dificilmente quem se gradua na área fica fora do mercado de trabalho.
A primeira turma do curso de Engenharia Civil da UNIFENAS começou suas atividades em agosto de 1974. A Universidade foi pioneira na região do sul de Minas e o curso foi reconhecimento pelo MEC (Ministério da Educação) em julho de 1979. “Tínhamos duas turmas semestrais”, relata José Roberto Paoliello, último coordenador do curso.
De acordo com Paoliello, devido à retração nos anos 90, a Universidade foi forçada a interromper o curso em 2004. Após oito anos, a Engenharia Civil volta a ser oferecida em dez semestres e com duas turmas, uma diurna e outra noturna. O primeiro processo seletivo está previsto para o dia 30 deste mês, e as inscrições se encerram no próximo sábado, 21 de setembro.
O ex-coordenador do curso, hoje um dos engenheiros civis que atuam no departamento de obras da Universidade, acredita que o retorno do curso abrirá novas oportunidades para a instituição. A volta da Engenharia Civil, que no passado impulsionou o crescimento da UNIFENAS, agora deverá contribuir para que a instituição “desponte não só na área de humanas e na de ciências da saúde, mas também nas exatas”.
Para se adequar às novas tecnologias, os laboratórios da Universidade receberam investimentos. O leque de oportunidades para Engenheiro Civil é amplo, uma vez que ele é o profissional responsável por elaborar, coordenar e tonar as obras uma realidade. É sabido que o desenvolvimento econômico de um país passa pela sua infraestrutura: estradas, portos, aeroportos, bem como tantas outras construções que fazem parte desta base necessária para o crescimento de uma nação. Seja um simples projeto de uma casa, ou o de uma hidroelétrica, ambos têm o engenheiro envolvido.
Dados do Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) apontam que em Minas Gerais existem pouco mais de 27 mil profissionais; no Brasil eles somam mais de 200 mil Engenheiros Civis.