Encontro de Farmácia aprimora conhecimentos de acadêmicos
O evento teve início com a palestra “Valorização do profissional farmacêutico”
Rosângela Fressato
Este ano houve 23 apresentações de trabalhos científicos em forma de painel
Palestras, mesa-redonda, minicursos, apresentação de trabalhos científicos e um momento de lazer e cultura compuseram a programação do 11º Congresso de Farmácia da UNIFENAS (CONFARMA), que ocorreu nos dias 29, 30 e 31 de agosto.
O evento teve início com a palestra “Valorização do profissional farmacêutico”, proferida pelo presidente do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais, Dr. Vanderlei Machado. “Há muitas situações em que a pessoa chega em uma farmácia, procura pelo farmacêutico e é recebida pelo atendente de balcão; então nós queremos mostrar para a população que ela deve sanar suas dúvidas com o farmacêutico daquele estabelecimento. Ele está ali para ver o que pode ser esclarecido. O farmacêutico é tão essencial quanto o medicamento”.
Durante a mesa-redonda “A profissão farmacêutica e o mercado de trabalho”, o egresso e professor na Faculdade São Camilo (SP) abordou um pouco seus 12 anos de profissão. “Eu me formei e fui para Uberlândia, depois fui para Campinas, em seguida para Belo Horizonte, sempre buscando algo melhor e que realmente me trouxesse alegria, até chegar no meu objetivo, que era trabalhar em uma empresa de grande porte”.
Apresentação de trabalhos
Segundo a professora Nelma de Melo Silva Oliveira, membro da Comissão Científica da UNIFENAS, este ano a CONFARMA bateu o recorde de apresentação de trabalhos científicos. Foram 23 em forma de painel, 13 de forma oral e mais seis apresentação de TCC. Nelma ressalta que isso representa um estímulo à pesquisa para os acadêmicos. “Eles estão mais entusiasmados com a pesquisa, com a iniciação científica, que vem crescendo dentro da Universidade”.
O aluno Rodrigo Rodrigues Resck apresentou um trabalho em forma de painel e observa que a iniciação científica permite aos estudantes sair um pouco do campo da graduação, “aprende a trabalhar em grupo, aprende a lidar com desafios, com dificuldades, a seguir um caminho sozinho. A pesquisa nos dá uma gama muito grande de conhecimentos”.
Jéssica de Paula Cunha fez uma apresentou oral. Para ela, o projeto de iniciação científica acrescenta muito no currículo do aluno de graduação, “pois é na pesquisa que desenvolvemos a capacidade de resolver problemas, além de levar mais informações e resultados para a sociedade a fim de tentar melhorá-la”.
Farma Show
E pela terceira vez o Congresso promoveu o Farma Show, um momento de alegria e descontração em que professores e alunos mostram seus talentos artísticos, que este ano contou com a participação especial do cantor e compositor Flávio Landau.
Três alunas apresentaram, em vídeo, a música “Segredos”, de Frejat, em libras. Em seguida a plateia assistiu a um show de músicas pelos professores Celso de Ávila e Jussara Mesquita e pelos estudantes Everton e Petrus.
O evento trouxe também quadros pintados pela professora Maria Lúcia; fotografias registradas pela aluna Izabel Toussaint Mendes e artesanato produzido pelo acadêmico Robson Júnior Fonseca.
Professor e cantor Celso de Ávila define o Farma Show como uma oportunidade de reunir alunos e professores em um só momento, sem distinção de sala de aula e da figura do professor. “Esta confraternização é muito bacana porque coloca todo mundo igual, todos em nome da diversão, da música, da arte saudável, da cultura”.
A coordenadora e idealizadora do Farma Show, professora Jussara Mesquita, observa que a arte e a ciência andam juntas. “Não existe cientista que desenvolva alguma coisa se não tiver sensibilidade”.
Maria Tereza Bernardes, coordenadora do curso de Farmácia, diz que o Congresso superou as expectativas, com grande participação dos acadêmicos. “Este evento é a maneira de mostrarmos os trabalhos dos professores e alunos”.
No último dia, houve a premiação dos melhores trabalhos científicos. “Esta premiação é uma forma de incentivar cada vez mais a promoção destes trabalhos; os estudantes se sentem valorizados e nós, professores, também.”