Este ano a Câmara de Agronomia do CREA elegeu a UNIFENAS para sediar uma de suas reuniões
“Dez anos revolucionando a agricultura”. Foi com este tema que os alunos do 8º período de Agricultura promoveram a 10ª Jornada Agronômica na UNIFENAS.
O pesquisador da Fundação Procafé (Varginha) Alysson Vilela Fagundes abriu o evento com a palestra “Manejo da lavoura cafeeira”, ressaltando que produzir café com qualidade é uma junção de tudo o que se pode fazer dentro da cafeicultura. “Isso começa desde a implantação da lavoura, com as cultivares mais adaptadas para a região, passando por nutrição, podas, irrigação, controle de pragas e doenças até chegar à parte final de pós-colheita e beneficiamento deste café”.
Alysson ressalta que o Sul de Minas possui uma cafeicultura considerada de média tecnologia. “Em qualidade temos excelentes cafés, mas ainda falta o produtor acreditar mais e acompanhar mais a assistência técnica”.
O pesquisador comenta que o café teve um grande saldo, pois até 2002 a produtividade da lavoura cafeeira era em torno de 13 sacas por hectare; agora, em 2012, observa, a produção está em torno de 22, 25 sacas por hectare.
Larissa de Ávila Barbosa, membro da comissão organizadora do encontro, explica que o tema “Dez anos revolucionando a agricultura” foi escolhido por se tratar do 10º ano da Jornada Agronômica. “Queríamos um tema que abordasse os fatos que ocorreram durante esta década, como por exemplo, sementes, maquinário etc.”.
Um dos pontos mais altos do encontro foi a reunião da Câmara de Agronomia do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais). Esta reunião é realizada em sua sede, na capital mineira, mas ela tem direito a duas reuniões extras por ano, no interior de Minas. A UNIFENAS foi premiada com uma destas reuniões, onde foi lançado o Manual de Fiscalização da Engenharia Agronômica para Minas Gerais, e também com a palestra “Valorização Profissional”.
Professor Emilio Elias Moouchrek, coordenador da Câmara, explica que o Manual tem a finalidade de fiscalizar atividades desenvolvidas por engenheiros agrônomos, coibindo leigos de trabalharem nesta profissão e assim protegendo a sociedade de pessoas mal preparadas e de leigos que não tenham o devido caráter. “Neste Manual é tratado, por exemplo, qual a melhor maneira de fiscalizar o uso e a receita de agrotóxico, quem pode fazer, em quais condições se pode receitar, como verificar a eficácia do uso de agrotóxico, enfim, fiscalizar aquilo que é o melhor para a sociedade mineira”.
O coordenador ressalta que este Manual contribuiu em 75% para elaborar o Manual Nacional, que ainda não foi lançado. “O de Minas Gerais, por decisão da Câmara Especializada de Agronomia, está sendo lançado aqui na UNIFENAS, e daqui irá para a gráfica para os devidos procedimentos até ganhar o mercado aberto”.
Em sua fala sobre a Valorização Profissional, Emilio destacou que ser engenheiro agrônomo é muito mais que uma profissão, é uma maneira de viver, uma maneira de se relacionar com o mundo, com a sociedade; “é uma maneira de se portar, é uma maneira de servir”.
Para o coordenador do curso de Agronomia, professor Dr. Paulo Roberto Corrêa Landgraf, a reunião da Câmara do CREA foi de suma importância, pois fez ótimos esclarecimentos sobre a profissão para estes futuros engenheiros agrônomos.