A alegria tomou conta dos Doutores Só Risos ao fim da apresentação
No início, eles são chamados de “cabides”, expressão para definir os iniciantes que desejam se tornar um Doutor Só Risos. Depois de uma capacitação artística e oficinas, é hora de assumir a responsabilidade. Todo este processo foi vivenciado por um grupo de alunos de medicina da UNIFENAS, câmpus de Belo Horizonte, que foram apresentados como os mais novos doutores palhaços.
O ator Luiz Gomide, com três décadas de experiência, mostrou no palco a descoberta do personagem. Até que em um determinado momento ele encontra uma caixa, com pérolas vermelhas. “Essas pérolas são o nariz de palhaço, que na minha história foram encontradas no alto de uma montanha. A partir daí, eu convido os alunos a receberem também essa pérola”, explica Luiz.
A entrega do nariz representa o nascimento do palhaço de cada um, segundo Laís Fiúza. A egressa de Medicina conheceu o trabalho, iniciou-se na UNIFENAS-BH e não parou mais. “Nosso objetivo é exercitar um olhar mais humano, cuidadoso. Mostramos que o médico e paciente estão no mesmo patamar, e não que um é superior ao outro.” Mesmo na atuação profissional, Laís mostra que é possível ser médica, aliando-se ao palhaço. “Se tenho que fazer uma palestra, eu faço uma “palhestra”, utilizando o personagem para explicar sobre asma, por exemplo, para um grupo de pessoas. Fica mais interessante, e as pessoas conseguem absorver melhor o assunto”, diz ela.
Nos bastidores, Kamilla Braudes e Marcelo Henrique Silva Nunes, do 3° período de Medicina, aguardavam junto com os outros colegas para subirem ao palco. Antes de entrar na Universidade, Kamilla já demonstrava interesse em integrar os Doutores só Risos. “Fazer parte nos dá outra visão profissional”, afirma a estudante. Quando Marcelo viu o trabalho do grupo pela primeira vez, logo lhe veio a ideia de fazer as oficinas. “Pretendo ser um doutor muito atuante”.