O palestrante Renato Dolabella falou sobre “Propriedade Intelectual: Instrumentos jurídicos para a proteção das criações”
Palestras e apresentação de trabalhos por meio de exposições orais e sob forma de painéis constituíram a programação do 11º Seminário de Iniciação Científica (SEMIC) da UNIFNEAS e do 7º Simpósio de Pesquisa, que ocorram nos dias 24, 25 e 26 de outubro.
Renato Dolabella, mestre em Direito Econômico pela UFMG, deu início ao encontro com a palestra “Propriedade Intelectual: Instrumentos jurídicos para a proteção das criações”.
Durante sua fala, ele explicou o que pode e o que não pode ser protegido e como devem ser feitos os procedimentos. “Os aspectos de proteção são os mais variados, porque temos dentro da propriedade intelectual várias normas, vários tipos de lei, cada uma protegendo um tipo de criação diferente. E dentro de cada uma destas normas, os requisitos de proteção também são diferentes para cada situação, os prazos de proteção também são diferentes”. Assim, diz o professor, é importante levantar estes aspectos para conseguir, dentro de um planejamento, identificar o que pode ser protegido, como pode ser protegido e como pode ser utilizado.
Após a palestra, houve o minicurso “A importância de uma certificação internacional na língua inglesa”, ministrado pelos professores do Instituto LH Idimoas, Hernán Carlos Tejerina e Angelita Reis.
O Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação da UNIFENAS, professor Mário Sérgio Swerts, destaca que o objetivo do SEMIC e do Simpósio é divulgar a iniciação científica dos acadêmicos bolsistas, dos não bolsistas, além dos projetos de pesquisa dos pós-graduandos. “A UNIFENAS trabalha com todo o seu potencial de docentes e discentes que fazem pesquisa, que querem fazer pesquisa, e o SEMIC na verdade é apenas a divulgação destes trabalhos, é mais uma oportunidade aos alunos de divulgarem seus estudos científicos”.
Na opinião do professor, o aluno que participa da iniciação se torna mais ativo, mais dinâmico, mais comunicativo. “Ele ganha habilidades e competências que serão aliadas às outras agregadas no ambiente da Universidade, proporcionadas pelo ensino, pela extensão e, claro, pela pesquisa”.
Agências de fomento
Mário Sérgio enfatiza que o reflexo do SEMIC e da pesquisa remete diretamente às agências de fomento que, ano a ano, têm aumentado a cota de bolsas de iniciação na UNIFENAS, bolsas que são revertidas aos alunos. “Nossa conta vem aumentando justamente pelo maior envolvimento dos alunos. Estas agências trabalham realmente muito próximas, porque observam o momento da instituição em que está crescendo a pesquisa e divulga os seus resultados. Assim elas apoiam e contribuem, o que é muito valoroso para nós”.
Hoje a UNIFENAS conta com o apoio da FAPEMIG – Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais, do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a própria UNIFENAS com o PROBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica), que faz esta concessão de bolsas de iniciação. “E nós temos 62 bolsas ano de iniciação, sendo distribuídas no primeiro e no segundo semestre meio a meio”.
A aluna do 4º período de Biomedicina Silviane Fernandes Magalhães ressalta que o SEMIC é uma forma de incentivar os alunos como pesquisadores. O acadêmico de Direito, câmpus de Campo Belo, Tarlei Júnior, também compartilha desta ideia e observa que o evento traz vários temas tratados de forma específica, “que engrandece e proporciona benefícios para a comunidade acadêmica e a comunidade de forma geral”.