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10 de dezembro de 2012

Engenheiros falam sobre suas experiências após se formarem

17 anos depois, profissionais voltam a Alfenas para um encontro entre amigos


Rosângela Fressato
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Marcelo de Carvalho Leandro, Silvio Cezar Oliveira Santos e os professores Ulisses Serafim e José Roberto Paoliello

Já se passaram 17 anos que Marcelo de Carvalho Leandro e Silvio Cezar Oliveira Santos se formaram em Engenharia Civil pela UNIFENAS, câmpus Alfenas. De volta à cidade para um encontro entre amigos, os profissionais relatam como seguiram a vida após receber os diplomas.

Marcelo e Silvio contam que foi uma alegria imensa saber que a UNIFENAS voltou a oferecer o curso de Engenharia Civil. “Na nossa época os estudos eram excelentes, os profissionais altamente capacitados. Tanto que chegamos onde estamos, graças à base que adquirimos aqui na Universidade. Alcançamos nossos objetivos profissionais”.

Sobre a longa trajetória após formados, Silvio relata que depois que se diplomou foi trabalhar em Belo Horizonte, onde ficou por apenas um mês. Em seguida ele se mudou para a Bahia e lá atuou por um ano, depois do qual recebeu um convite para trabalhar na Amazonas. “Primeiramente fui trabalhar como engenheiro na prefeitura de Itaquatiara, uma cidade do interior do estado; depois passei a ser o primeiro inspetor do CREA no estado do Amazonas. Nos anos seguintes, fui fazendo cursos, me aperfeiçoando e depois me mudei para Manaus, onde moro”. Hoje Silvio é Presidente de uma entidade de classe denominada Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias em Engenharia (IBAPE), conselheiro e Vice-Presidente do CREA/AM. Também possui uma empresa que presta serviços para a Caixa Econômica Federal e para o Banco do Brasil.

Já Marcelo saiu do curso empregado. Ele fazia estágio em uma empreiteira de Belo Horizonte e, assim que se graduou, foi efetivado na empresa e se mudou para a capital mineira, onde permaneceu por cinco anos. Em seguida ele retornou a Alfenas e atuou por 10 anos na mesma empresa. Logo depois se mudou para Macapá (AP) e abriu sua empresa de prestação de serviços. “Fiquei em Macapá por dois anos e voltei para Minas, onde coloquei minha empresa para trabalhar para a Caixa Econômica Federal. Hoje eu moro em Baependi e sou um prestador de serviços da Caixa”.





Falta qualificação profissional



Na opinião dos engenheiros, há muitos profissionais formados, porém o mercado busca pessoas qualificadas, especializadas, com conhecimentos em determinada área. “O engenheiro não pode abraçar tudo, tem que se especializar e trabalhar neste setor. A UNIFENAS nos deu a base, mas nós investimos em nós também”.