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17 de dezembro de 2012

Periódico internacional publica artigo de docente da UNIFENAS

Estudo está relacionado às doenças psiquiátricas em pacientes com epilepsia


Rosângela Fressato
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O neurologista Charles Luiz Dalmagro

O neurologista e professor do curso de Medicina da UNIFENAS, câmpus de Alfenas, Charles Luiz Dalmagro, teve seu artigo “Psychiatric comorbidity in refractory focal epilepsy: A study of 490 patients” publicado na revista internacional Epilepsy & Behavior.

Segundo o médico, este artigo foi tema da sua tese de doutorado e trata do estudo das comorbidades psiquiátricas presentes nos pacientes com epilepsia de difícil tratamento clínico. O estudo realizado com 490 pacientes, entre 1995 e 2005, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto- USP. “A epilepsia é uma doença neurológica crônica, podendo ser progressiva em muitos casos, principalmente no que se relaciona a alterações cognitivas, frequência e gravidade dos eventos críticos. É caracterizada por crises convulsivas recorrentes”, explica.

Charles Dalmagro conta que, dos 490 pacientes estudados, 40,4% tiveram o diagnóstico de algum distúrbio psiquiátrico, dentre eles transtornos de humor e transtornos de ansiedade, bem como transtornos de personalidade, associados à epilepsia, com pacientes com história familiar de doença psiquiátrica e epilepsia localizada nas regiões do lobos temporais, regiões cerebrais responsáveis por nossa memória e comportamento, tiveram maior chance de apresentarem distúrbio psiquiátrico associados, o que contribuiria para uma piora na qualidade de vida desses pacientes.

O neurologista declara que, a partir deste estudo, foi permitido o reconhecimento cada vez mais marcante de doenças psiquiátricas nos pacientes com epilepsia e que, quando presente história familiar de doença psiquiátrica e lesões presentes nos lobos temporais, maior a chance deles terem doença psiquiátrica associada. “Então o reconhecimento destas variáveis torna-se importante para a melhor abordagem e tratamento destes pacientes, tendo como objetivo maior a melhora na qualidade de vida deles pacientes, que já sofrem por demais em decorrência do estigma trazido pela epilepsia ao longo de toda a sua vida”.