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18 de março de 2013

UNIFENAS faz abertura oficial do Projeto Rondon 2013/2014

A primeira fase do processo de seleção é a defesa das propostas de ações


Rosângela Fressato
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Alunos participam da seleção para as próximas operações

Recentemente, houve uma reunião na Sala de Eventos I da UNIFENAS, câmpus de Alfenas, para a abertura oficial das seletivas 2013/2014 do Projeto Rondon, que neste semestre deve ocorrer na região do Nordeste.

De acordo com a professora Renata Santinelli, membro da comissão organizadora do Projeto na Universidade, esta primeira reunião é um momento em que os acadêmicos inscritos recebem as informações gerais sobre o processo de seleção. “Os alunos que participaram de operações anteriores veem contar suas experiências, com o objetivo de motivar os que desejam participar deste trabalho e saber qual função irão realizar”.

Renata conta que houve 106 inscritos para esta Operação, concorrentes a oito vagas. A primeira fase do processo de seleção é a defesa das propostas de ações para uma banca examinadora; em seguida há uma fase de capacitação, denominada “Refinamento do Projeto”; depois vem o momento da entrevista com os professores que os acompanharão na viagem; e finalmente uma dinâmica de grupo com sua equipe e uma psicóloga. “Neste processo, identificamos as propostas que têm maiores potenciais de aplicabilidade”.

Professor Ivan Vilas Boas, também membro da comissão, relata que a Operação 2 de Julho foi a melhor operação de todas que a UNIFENAS participou, pois houve maior adesão do público. “A tendência é sempre melhorar”.

Na opinião do acadêmico de Medicina, Ângelo Tadayochi Hanai Bortoli, ao participar da Operação 2 de Julho, sua visão de Brasil e do mundo mudou radicalmente: “Encontramos problemas pouco comuns no nosso cotidiano. Valeu a pena participar e acho que todos deveriam passar por esta vivência”.

O professor Rogério Ramos do Prado, diretor de extensão e assuntos comunitários, comenta que a UNIFENAS já participou de oito Operações do Projeto, sendo cinco com uma equipe de Belo Horizonte e três de Alfenas. “A proposta da Universidade, ao participar deste trabalho, é garantir aos alunos uma oportunidade de convivência com comunidades e pessoas distantes, com diferentes realidades”.



Aciso



Durante a reunião, a estudante de Medicina Débora Teixeira contou aos presentes sua experiência no Projeto Aciso (Ação Cívico-Social), que ocorreu na Ilha do Marajó, estado do Pará.

Débora explica que a Aciso presta atendimento à população e às comunidades carentes, contando com a participação da Marinha, enquanto que o Projeto Rondon realiza um trabalho de capacitação e tem a colaboração do Exército.

Participam da Aciso 21 universidades de todo o Brasil, cada uma representada por um acadêmico. A UNIFENAS foi uma das instituições escolhidas, e Débora permaneceu 20 dias na Ilha, realizando em média de 150 a 200 atendimentos diários. “Foi uma experiência ímpar na minha vida, pois conheci um lado do Brasil que poucos conhecem, que a gente vê pela televisão, mas só indo ao local para sentir como é a realidade daquele povo; é um Brasil completamente esquecido”.